Infecção por coronavírus (Covid-19) em bebês e crianças

É perfeitamente compreensível ter preocupação com a pandemia de coronavírus, porém é importante lembrar que a grande maioria das pessoas infectadas acaba tendo sintomas leves ou moderados e não chega a ficar seriamente doente.

“O que parece ser uma boa notícia acaba por constituir um problema, pois pessoas assintomáticas, se não restritas em sua circulação, estarão transmitindo o vírus de forma silenciosa”, observa o pediatra Fábio Picchi, integrante do Conselho Médico do BabyCenter.

Assim sendo, é importante saber neste momento como proteger a sua família e a sua comunidade. Informe-se a seguir.

O que é coronavírus?

O coronavírus que está provocando a pandemia é um novo tipo de vírus, Sars-CoV-2, que pertence a uma família de outros que causam problemas respiratórios.

Grande parte dos casos acaba não gerando complicações, mas, para algumas pessoas, a doença causada pelo vírus, chamada de Covid-19, pode ser séria e até fatal. Idosos ou pessoas com condições de saúde pré-existentes, como problemas cardíacos, pulmonares, obesidade ou diabete, são mais propensas a não resistir a eventuais complicações.

Meu bebê ou filho pequeno corre risco de pegar coronavírus?

Embora bebês e crianças possam pegar o vírus, há menos registros de manifestação de sintomas de Covid-19 nesta faixa etária do que entre adultos e idosos.

Os especialistas acreditam também que as crianças têm menos chances de apresentar formas mais graves da doença, o que não quer dizer que não aconteça e que não seja preciso tomar todo o cuidado para evitá-la (até pelo bem dos mais velhos por perto, já que mesmo sem sintomas as crianças podem transmitir a doença).

De qualquer forma, o Ministério da Saúde brasileiro classifica gestantes, puérperas (mulheres no pós-parto) e crianças menores de 5 anos como grupo de risco. O ministério alerta que o risco de hospitalização é maior em menores de 2 anos.

Quais são os sintomas do coronavírus?

Os sintomas da Covid-19 podem ser semelhantes aos de um resfriado ou de uma gripe. Entre eles estão:

  • Febre
  • Tosse
  • Dificuldade respiratória, respiração ofegante
  • Prostração e mau estado geral

O que devo fazer se achar que meu filho está com coronavírus?

A orientação mais importante, no caso de sintomas leves, é manter a criança afastada, principalmente de idosos e de pessoas com doenças crônicas, para não transmitir a doença, e em isolamento em um aposento específico da casa.

No que diz respeito a medicamentos, os mesmos cuidados que se aplicam a qualquer doença infantil devem ser seguidos: não dê nada sem indicação médica específica para o caso do seu filho e tampouco deixe de dar um remédio de uso contínuo sem falar antes com o profissional de saúde que acompanha o caso.

As orientações atuais são de usar corticoides orais somente por indicação médica.

Corticoides inalatórios, como para asma, “não devem ser suspensos: quem os estiver utilizando deve entrar em contato com o médico, pois a suspensão desse tipo de medicamento profilático pode ser mais danosa que a sua manutenção”, explica o pediatra Fábio Picchi.

Quanto a ibuprofeno (remédios como Alivium, Advil, Motrim) e outros anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), há polêmica entre as autoridades de saúde do mundo sobre sua segurança, então é melhor evitar. Os especialistas brasileiros recomendam utilizar paracetamol ou dipirona.

Entre em contato com algum serviço de saúde (médico, pediatra, posto de saúde, plano de saúde, telefone 136 do Ministério da Saúde) para obter informações e indicações apropriadas para seu filho.

Caso precise levar o bebê ao pronto-socorro, hospital ou até médico particular, tente avisar antes, ou comunique logo ao chegar, que se trata de possível caso de Covid-19. Use máscara. Crianças de menos de 2 anos não devem usar máscaras.

Sinais de alerta na saúde do bebê

São sinais de dificuldade respiratória e exigem atendimento médico de urgência qualquer um dos seguintes:

  • Coloração azulada na região da boca
  • Mais que 60 respirações por minuto
  • Barulho ao respirar
  • Narinas alargadas
  • Pele afundada em cima da clavícula ou entre ou abaixo das costelas (tiragem)
  • Parecer ofegante
  • Assobio, tosse ou som estalado ao respirar
  • Ficar prostrado, sem energia, mesmo quando a febre abaixa

Obs.: Febre em bebê de menos de 1 mês é sempre uma emergência e precisa ser verificada. Bebês de menos de 3 meses também precisam ser avaliados, de preferência no mesmo dia, em caso de qualquer febre. Caso um bebê de menos de 3 meses tenha febre, desagasalhe-o um pouco, espere meia hora e volte a medir a temperatura. Se continuar acima de 37,8 graus Celsius, busque atendimento médico.

O que faço para proteger minha família do coronavírus?

Acredita-se que o coronavírus se alastre da mesma maneira que os vírus da gripe e do resfriado, geralmente através de gotículas de saliva ou de outras secreções respiratórias lançadas quando uma pessoa contaminada espirra ou tosse.

Para evitar a disseminação do vírus, medidas simples podem ajudar você a proteger sua família, além de o resto de sua comunidade. Entre elas estão:

  • Manter seu bebê e você bem distantes de pessoas que estejam tossindo ou espirrando.
  • Lavar as mãos com frequência, por ao menos 20 segundos (você pode cantar “Parabéns a você” duas vezes), especialmente ao entrar em casa, ao tossir, antes e depois de trocar fraldas e ao preparar comida. Se não tiver água e sabão por perto, você pode utilizar álcool gel (inclusive uma quantidade mínima nas mãozinhas do bebê).
  • Ensinar crianças desde pequenas a lavar as mãos direito.
  • Espirrar e tossir na região da dobra do cotovelo, buscando cobrir a boca e o nariz se possível, ou espirrar e tossir em um lenço descartável. Se usar um lenço descartável, jogue-o fora imediatamente e lave bem as mãos ou use álcool gel para higienizá-las.
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca.
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal como talheres, copos, pratos, garrafas de água, maquiagem.
  • Não assoprar a comida do bebê e das crianças.
  • Usar máscaras para sair à rua, mesmo que sejam máscaras de pano caseiras. Crianças de menos de 2 anos não devem usar máscara.
  • Seguir as orientações das autoridades de saúde da sua região sobre quarentena e isolamento social.

Como ficam as vacinas de rotina do bebê?

Na medida do possível, o ideal é manter as datas das vacinas do calendário de imunização do bebê. Saiba, contudo, que a vacinação de rotina de bebês e crianças nos postos de saúde foi suspensa temporariamente até 15/4/2020.

Além disso, em vista da epidemia de Covid-19, clínicas, postos de saúde e farmácias podem estar planejando esquemas para expor o mínimo possível grávidas e bebês ao contato com outras pessoas na hora da vacinação.

Procure se informar com antecedência sobre os procedimentos, para saber a melhor forma de fazer a vacinação com o mínimo de exposição. Marcação de horário, esquema de “drive-thru”, visita domiciliar, vacinação em locais abertos são alguns dos exemplos.

Atrasar a vacina pode expor a criança a riscos. Por exemplo, se ela vier a pegar a Covid-19, será importante já ter sido imunizada contra pneumonia bacteriana, porque essa é uma infecção oportunista que pode ser uma das complicações da Covid-19, que é causada por um vírus.

Posso amamentar e cuidar do bebê se eu tiver Covid-19?

Desde que o bebê esteja saudável e não necessite de cuidados especiais, a atual recomendação é para continuar com a amamentação. O governo brasileiro recomenda o uso de máscaras faciais na mãe para esse tipo de situação.

Caso esteja doente ou com suspeita de exposição ao coronavírus e seu bebê seja mais vulnerável a doenças e infecções, é melhor discutir com o médico ou profissional de saúde que acompanha o caso dele sobre o que é mais recomendado para vocês.

Não há indícios de que o coronavírus passe para o leite materno. O maior risco é de que o bebê possa pegar o vírus pelo contato próximo com você.

“Os benefícios conferidos pela amamentação, no sentido de proteção a doenças, são maiores que o risco envolvido na mãe positiva para o coronavírus. A recomendação atual é manter a amamentação”, diz o pediatra Fábio Picchi.

Para minimizar riscos, procure:

  • Lavar as mãos antes de encostar no bebê ou em itens do dia a dia, como roupinhas, chupetas, mamadeiras, lençóis, cobertores.
  • Considerar ordenhar o leite materno e pedir para outra pessoa dar para o bebê.

É fundamental que tanto o leite materno ou a fórmula de leite sejam oferecidos em copinhos ou mamadeiras bem esterilizados. O mesmo vale para bombinhas de leite.

Se você estiver com Covid-19 ou suspeita, o bebê deve ser monitorado para quaisquer sinais ou sintomas da doença. Conforme foi dito anteriormente, a maioria dos casos não chega a ser grave, porém, caso o bebê venha a desenvolver sintomas mais sérios, é preciso buscar ajuda o quanto antes. Preste atenção também à sua saúde, pois há relatos do agravamento da doença no período de até 45 dias pós-parto.

Mais informações sobre o coronavírus

O Ministério da Saúde disponibiliza o telefone 136 para informações sobre a infecção pelo novo coronavírus, e fornece informações atualizadas sobre a doença no portal do ministério, em saude.gov.br.

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